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Objetivos: A OMS recomenda o diagnóstico precoce da tuberculose como estratégia central para o controle da doença em grupos de alto risco como a população indígena brasileira. Investigamos o nível de diagnósticos laboratorialmente confirmados, acompanhamento dos casos, investigação de MDR-TB e desfechos da doença na população indígena no período de 2001-2023. Métodos: Dados sobre casos de tuberculose notificados foram coletados do SINAN na plataforma TabNet. Realizamos análise descritiva dos dados. Resultados e conclusões: 1176 casos de TB indígenas foram notificados em 2023 - o maior registro anual desde 2001, e um aumento de 28% desde 2019. Entre 2001-2023, o percentual de casos laboratorialmente confirmados aumentava, mas permanece significativamente menor para os indígenas em comparação à população geral (60,2% vs. 69,2% em 2023). Em nível estadual, o percentual mediano de diagnósticos confirmados foi 60% (variação entre 0-100% em 2023). A queda notada desde 2011 no tratamento diretamente observado (TDO), continua pós-pandemia para indígenas e não-indígenas. Pós-pandemia houve um aumento marcado no percentual de casos indígenas com MDR-TB, de 0,44% (2019), 0,26% (2020), 2,22% (2021), 1,04% (2022), 0,77% (2023, dados preliminares). Desde 2019, teste de sensibilidade (TDS) vem sendo realizada em cerca de 10% dos casos indígenas anualmente. Casos recidivos e reingresso após abandono representaram 10-12% anualmente dos casos indígenas desde 2019. Porém, somente 11-12% desses casos de alto risco para MDR-TB receberam um TDS. Reforçamento do diagnóstico confirmado, TDO e TDS para, no mínimo, os pacientes recidivos e voltando após abandono é essencial para o controle da tuberculose nessa população vulnerável.
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