DETERMINAÇÃO SOCIAL DOS ESTRESSORES DO TRABALHO DOMÉSTICO NÃO REMUNERADO

Vol. 3 2024 - 200609
Pôster dialogado
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Resumo

Objetivo: avaliar determinação social dos estressores no trabalho doméstico não remunerado em população urbana. Métodos: Estudo transversal com amostra aleatória de 3.872 indivíduos com 15 anos ou mais de idade, derivado da pesquisa “Vigilância em saúde mental e trabalho: uma coorte da população de Feira de Santana-BA”, desenvolvida pelo NEPI/UEFS. Dados coletados em 2022-23, com questionário domiciliar e individual. A escala do DER-doméstico foi a variável desfecho de interesse. Resultados: População composta por 70,6% mulheres, com mais de 40 anos (68,53%), 34% negra, 42,5% com parceiros, 77,1% tinham filhos, 60,2% com ensino médio completo ou superior, 65,3% sem emprego formal; 60,87% sem ajuda no trabalho doméstico e 72,42% trabalhavam em casa. As estimativas evidenciaram presença de estressores no trabalho doméstico em 31,3% (n=989) das pessoas, com maior exposição entre mulheres (RP=3,29; IC95%:2,67-4,04), negras (RP=1,20; IC95%:1,08-1,32); menor renda mensal - até dois salário mínimo (RP=1,25; IC95%:1,10-1,42); mulheres que assumiam a chefia da família (RP=1,30;IC95%:1,17-1,43); que cuidavam de crianças (RP=1,60;IC95%:1,44-1,77); com maior carga horária dedicada ao trabalho doméstico (RP=1,47; IC95:1,32-1,63) sem ajuda domiciliar (RP=1,96;IC95%:1,21-3,18). Conclusões: Os estressores no trabalho doméstico são determinados por fatores sociais e culturais, com destaque para o gênero, raça, renda e características das demandas e jornadas do trabalho doméstico.

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Eixo Temático
  • Saúde do trabalhador e da trabalhadora