DEPRESSÃO E SUA ASSOCIAÇÃO COM A VIOLÊNCIA POR PARCEIRO ÍNTIMO

Vol. 3 2024 - 201992
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Resumo

Objetivo: Analisar a prevalência de sintomas depressivos e sua associação com a exposição à violência por parceiro íntimo. Método: Estudo transversal, de base populacional, onde participaram 1086 mulheres, com idade de 18 anos e mais, residentes do município de Vitória, Espírito Santo (ES), Brasil. Para avaliar a depressão foi utilizado o Beck Depression Inventory (BDI), e, para o rastreio das violências por parceiro íntimo foi aplicado o Instrumento da Organização Mundial de Saúde. As análises foram realizadas no programa estatístico Stata versão 17.0. As análises bivariadas foram realizadas por meio de teste qui-quadrado (χ2) de Pearson, com nível de significância de 5%. A associação entre as variáveis foi feita por meio da Regressão de Poisson com variância robusta pela Razão de Prevalência (RP) bruta e ajustada, assim como os seus respectivos intervalos de confiança (IC95%). Resultados: A prevalência de sintomas depressivos foi de 23,9%. Mulheres que sofreram violência ao longo da vida tiveram uma prevalência de 2,55 maior de sintomas depressivos (IC95% 2,01-3,23) e aquelas que sofreram violência durante a pandemia de Covid-19 tiveram 2,24 mais prevalências de sintomatologia depressiva (IC95% 1,82-2,75) comparadas àquelas que não sofreram violência pelo parceiro íntimo. Conclusões: Os achados demonstram que existe uma associação entre a exposição a violência pelo parceiro íntimo e a depressão, destacando-se a necessidade de atuar na prevenção e erradicação da violência para melhorar as condições de saúde das mulheres.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia dos acidentes e violências