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Objetivo: Descrever os custos diretos do tratamento ambulatorial do excesso de peso corporal em crianças e adolescentes atendidos em um hospital público infantil. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo que utilizou informações sobre custos para o tratamento de sobrepeso e obesidade de 2.221 crianças e adolescentes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo foi realizado no período de 2009 a 2019 na cidade de Joinville, SC. Utilizando-se abordagem de microcusteio, a análise de custo incluiu despesas operacionais, consultas e exames laboratoriais e de imagem. As despesas com assistência médica foram obtidas da Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do SUS, e do setor financeiro do hospital onde o estudo foi desenvolvido. Resultados: As consultas médicas representaram 50,6% (R$ 703.503,00) do custo total (R$ 1.388.449,40) do tratamento no período investigado. O custo do tratamento do excesso de peso corporal foi 11,8 vezes maior para crianças de 5 a 18 anos em comparação com crianças de 2 a 5 anos. Adicionalmente, o custo do tratamento da obesidade foi aproximadamente 4,0 e 6,3 vezes superior ao custo do tratamento de sobrepeso nos grupos etários de 2-5 e 5-18 anos, respectivamente. Conclusão: O custo direto para o tratamento ambulatorial da obesidade é maior em crianças e adolescentes que iniciam o tratamento com obesidade quando comparado a indivíduos com sobrepeso. Adicionalmente, há um importante défice de reembolso por parte do SUS o qual realça a necessidade de reestruturação deste modelo de tratamento para garantir a sua eficácia.
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