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Resumo

Objetivo: Mapear a ocorrência de COVID Longa (CL), necessidades, uso e barreiras de acesso a serviços de saúde na população de pacientes internados por COVID-19 em hospitais do SUS na cidade do Rio de Janeiro que tiveram alta entre dezembro/2020 e novembro/2022. Método: Estudo de coorte com amostra probabilística selecionada em dois estágios: hospitais e pacientes. Dados foram coletados em entrevistas telefônicas, e as análises realizadas no pacote estatístico SAS®, considerando efeitos do desenho amostral. Resultados: A amostra incluiu 651 pacientes, dos quais 95 morreram entre a alta hospitalar e o recrutamento. Os resultados correspondem a uma população estimada de 11.328 sobreviventes, dos quais 71,3% reportaram pelo menos um sintoma persistente compatível com CL e 39,3% se autoperceberam com CL. Os sintomas persistentes mais frequentes foram: fadiga (34,0%), mal-estar pós-esforço (32,3%), dor nas articulações (30,1%), alterações no sono (28,4%) e comprometimento cognitivo (27,5%). A ocorrência desses sintomas associou-se ao sexo feminino, idade (padrão não-linear) e comorbidades prévias à COVID-19. Passados até dois anos desde a COVID-19, cerca de 50% da população precisaram de serviços de saúde, nos seis meses antecedentes à entrevista, por condições que surgiram ou pioraram após a infecção. Destaca-se a lacuna entre necessidade e uso de serviços médicos especializados e de exames de imagem, e a dependência do acesso a esses serviços à possibilidade de pagamento no setor privado. Conclusão: Os achados apontam a relevância epidemiológica da CL e a necessidade de organização da rede de serviços para responder às necessidades de cuidado de saúde colocadas.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT)