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Resumo

Objetivo: Investigar a associação entre o consumo de frutas e vegetais na gestação e o peso ao nascer e parto prematuro. Método: Estudo de coorte utilizando dois bancos de dados harmonizados pelo Consórcio Brasileiro de Nutrição Materno-Infantil (CONMAI). A alimentação de 4.110 gestantes foi avaliada por meio de marcadores de consumo alimentar (MCA), e a de 1.780 gestantes, por questionários de frequência alimentar (QFA). Nos MCA, a frequência semanal de consumo de frutas e vegetais foi recategorizada. No banco de QFA, os itens relativos a frutas e vegetais foram convertidos em equivalentes diários e somados. Modelos de regressão linear e logística foram usados para analisar a associação entre o consumo de frutas e vegetais e os desfechos. Resultados: No banco de MCA, gestantes que consumiam vegetais de 1 a 4 vezes por semana apresentaram uma redução de 36% na chance de baixo peso ao nascer (OR: 0,64; IC95% 0,42-0,99). Aqueles que consumiram vegetais 5 dias ou mais por semana tiveram uma redução de 34% (OR: 0,66; IC95% 0,44-0,99) em comparação às não consumidoras, mas esses resultados não se mantiveram após ajustes. No banco de QFA, cada aumento na frequência diária de consumo de frutas associou-se a um aumento de 29 g (IC95% 11-47; p = 0,001) no peso ao nascer no último modelo. Não houve associação significativa para outros desfechos em ambos os bancos. Conclusão: Observou-se associação entre maior consumo de frutas e um maior peso ao nascer utilizando dados do QFA.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia nutricional