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Objetivos: Avaliar mudanças no consumo alimentar e status de peso de adolescentes brasileiros. Métodos: Foram analisados dados do Inquéritos Nacional de Alimentação (INA) de 2008-2009 e 2017-2018, que coletaram dados de consumo alimentar, peso e altura de 7.425 adolescentes (de 10 a 19 anos) em 2008-2009 e 8.264, em 2017-2018. Os alimentos consumidos foram avaliados em 17 grupos. A prevalência das categorias de status de peso foi estimada a partir da classificação do IMC/idade/sexo. Resultados: Nos meninos, o baixo peso aumentou de 1,8 para 3,9%; sobrepeso de 18,6 para 23,1%; obesidade tipo I de 5,4 para 10,1% e obesidade grave de 0,4 para 1,3%. Nas meninas, somente a prevalência de sobrepeso aumentou de16,3% para 22,6%. Em ambos os sexos houve redução do consumo de arroz e feijão. O consumo de feijão na faixa de renda de 0,5 salários-mínimos per capita (SM) reduziu em 20g e na faixa de maior renda (2 ou mais SM), passou de 134g para 124g. Para o arroz a variação na menor renda foi de 17g, sendo 40 g na maior renda. Na menor renda destaca-se o aumento no consumo de fast-food, que passou de 14,6g por dia para 22,8g, sendo que na maior renda a variação foi de 74 para 84g. Para os dois sexos e rendas houve redução de bebidas adoçadas com similar aumento para os sucos. Conclusões: Na década houve redução na qualidade da alimentação e piora dos indicadores antropométricos em adolescentes brasileiros.
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