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Objetivo: Este estudo visa analisar os fatores psicossociais associados aos sintomas de doenças mentais entre médicos que trabalham em serviços de saúde ocupacional. Métodos: Foi realizado um estudo transversal com 436 médicos no Brasil, entre outubro e dezembro de 2020. Os participantes preencheram um questionário que abrangia características sociodemográficas, aspectos ocupacionais e avaliações de saúde mental utilizando o DASS-21 e o questionário do desequilíbrio esforço-recompensa. Análises por meio de modelos de regressão logística foram realizadas para determinar a associação entre os sintomas de doença mental e as variáveis independentes. Resultados: A amostra incluiu 57,7% de médicas com idade média de 46,3 anos e 42,3% de médicos com idade média de 53,8 anos. O alto comprometimento excessivo foi relatado por 25,8% dos homens e 34,1% das mulheres. Sintomas depressivos foram relatados por 48,6% das mulheres e 41,7% dos homens. Sintomas de ansiedade foram relatados por 36,5% das mulheres e 31,3% dos homens. Sintomas de estresse foram relatados por 54,2% das mulheres e 42,3% dos homens. O alto comprometimento excessivo foi significativamente associado a uma maior probabilidade de sintomas graves de depressão, ansiedade e estresse em ambos os sexos. Conclusões: O estudo destaca uma alta prevalência de queixas de sofrimento mental entre médicos de serviços de saúde ocupacional, exacerbada pelo comprometimento excessivo com o trabalho. Esses achados ressaltam a necessidade de intervenções direcionadas para melhorar a saúde emocional desses profissionais, abordando fatores individuais, organizacionais e de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
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