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No Inquérito Nacional de Cobertura Vacinal 2020 foram estudadas as coberturas vacinais com doses válidas e possíveis razões para as quedas recentes na cobertura, em crianças nascidas em 2017-2018, residentes na zona urbana das capitais, DF e 12 cidades do interior. Os setores censitários foram classificados em quatro estratos socioeconômicos e amostra representativa foi obtida. Foram incluídas 37801 crianças. As mães foram entrevistadas e as cadernetas de vacinação foram fotografadas. Apenas 19 mães decidiram não vacinar as crianças e 920 selecionaram vacinas, mas mesmo nesses casos algumas crianças apresentaram cobertura completa (7,2 e 25,3). A cobertura para todas as crianças da mostra foi 44,2. Para as mães que referiram hesitação, considerando intenção e/ou percepção, a cobertura foi de 44,6. A hesitação foi menor entre as mães dos estratos socioeconômicos melhores, com maior escolaridade e renda familiar e que usaram serviços privados para vacinar. As coberturas para famílias que relataram dificuldades de acesso foi 35,2 e para as que referiram problemas do programa, 44,2. Os motivos mais associados a cobertura incompleta foram: acreditar que vacinas fazem mal à saúde (RR=3,66), decisão de não vacinar/ selecionar vacinas (RR=1,32), pensar que vacinas não contribuem para a saúde de outras crianças no bairro (RR=1,21), perda da caderneta (RR=1,26), falta de dinheiro (RR=1,69), não saber quando levar a UBS (RR=1,19). Os impactos desses motivos na cobertura completa variaram entre 13,7% (perda de documento) a 40,9% (falta de dinheiro). Há vários fatores diferentes determinando a queda das coberturas vacinais nas crianças brasileiras.
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