COBERTURA VACINAL COMPLETA E ATRASO VACINAL NAS CAPITAIS BRASILEIRAS

Vol. 3 2024 - 200861
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Resumo

Conhecer a real dimensão da queda da cobertura vacinal e alguns fatores associados, fato detectado no Brasil desde 2016. Realizado um inquérito domiciliar de amostras de crianças nascidas em 2017 e 2018 e residentes nas áreas urbanas de todas as 27 capitais do pais, estratificadas por nível socioeconômico dos setores censitários. O tamanho da amostra foi 31028. Verificou-se as datas de aplicação das vacinas recomendadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) obtidas por meio de fotos das cadernetas ou pela consulta às fichas espelhos do Sistema de Informação do PNI; classificou-se as doses como atrasadas aquelas que foram recebidas com mais de 30 dias da data prevista pelo PNI. Definiu-se como cobertura vacinal aplicada (CVA) completa quando a criança recebeu todas as vacinas recomendadas pelo PNI até 24 meses de idade. A CVA das crianças com todas as doses previstas para os primeiros 6 meses de vida sem qualquer atraso foi de 80% (IC95%:78-82) e com qualquer dose atrasada 55% (IC95%: 53-58). O atraso foi maior na região Norte; em mães mais jovens, com pior escolaridade, sem companheiro e maior número de filhos; famílias com menor renda familiar; vacinadas no serviço público, com dificuldade de acesso à um posto de vacinação e dificuldade em se vacinar quando comparece a um posto de vacinação. O atraso reduz significantemente a CVA e está associado a características da mãe, ao nível socioeconômico das famílias, acesso às unidades de vacinação e funcionamento delas.

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  • Vacinação