BAIXO PESO E COMPROMETIMENTO COGNITIVO EM PESSOAS IDOSAS DA COMUNIDADE

Vol. 3 2024 - 201920
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Resumo

Objetivo: investigar a associação entre diferentes classificações para baixo peso e o comprometimento cognitivo em pessoas idosas da comunidade. Métodos: Foi avaliada amostra representativa de 449 idosos (≥ 60 anos) cadastrados na Estratégia de Saúde da Família em Palmas, Tocantins, em 2018. Baixo peso foi classificado segundo pontos de corte da Organização Mundial da Saúde (OMS), Lipschitz e Organização Panamericana da Saúde (OPAS). Desempenho cognitivo foi avaliado pelo Mini-Exame do Estado de Saúde Mental, considerando comprometimento cognitivo com pontuação ≥ 20 (sem escolaridade) e ≥ 24 (escolarizados). A associação do baixo peso com o comprometimento cognitivo foi estimada por meio de regressão logística binária com ajuste por sexo, idade, escolaridade, prática de atividade física, tabagismo, consumo de álcool, autorrelato de diabetes e de hipertensão. Resultados: Após ajuste por todas as covariáveis, pessoas idosas com baixo peso segundo classificação de Lipschitz tiveram chance de comprometimento cognitivo 2,79 vezes maior quando comparados àqueles sem baixo peso (OR=3,79;IC95%:1,50–9,58). Da mesma forma, pessoas idosas com baixo peso pela OPAS tiveram 1,82 vezes mais chance de comprometimento cognitivo (OR=2,82;IC95%:1,51–5,29). Pessoas idosas com baixo peso pela OMS tiveram 9,9 vezes mais chance de comprometimento cognitivo (OR=10,9; IC95%:1,07–111,86). Conclusões: o baixo peso está associado ao comprometimento cognitivo em pessoas idosas, independentemente de fatores sociodemográficos, hábitos de vida e condições de saúde. Sugere-se que pontos de corte propostos por Lipschitz tenham melhor desempenho preditivo para comprometimento cognitivo. A possibilidade de causalidade reversa, em que o comprometimento cognitivo influencia o estado nutricional, não pode ser descartada.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia do envelhecimento