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Objetivos: avaliar a associação entre o estigma do peso internalizado e comportamento alimentar em mulheres gordas da periferia do Nordeste do Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, realizado com 172 mulheres com índice de massa corporal (IMC) superior a 25kg/m², recrutadas em Serviços de Atenção Primária à Saúde de bairros periféricos da cidade de Fortaleza, Ceará. A internalização do estigma do peso foi medida por meio da Escala de Internalização do Viés de Peso. O comportamento alimentar foi medido por meio do Questionário Holandês de Comportamento Alimentar. A análise fatorial exploratória foi utilizada para derivar os três traços do comportamento alimentar. Modelos de regressão linear foram utilizados para testar a associação entre os três traços do comportamento alimentar e o estigma internalizado do peso (variável independente), e foram desenvolvidos modelos para cada traço do comportamento alimentar ajustados por idade, renda, escolaridade, raça/cor e IMC. Resultados: A variância cumulativa entre as três características do comportamento alimentar foi igual a 52,3%. Traços emocionais e de comportamento alimentar externo foram associados ao estigma do peso internalizado em todos os modelos após ajuste (β= 0,024; IC95% = 0,014 – 0,035 e β= 0,015; IC95% = 0,004 – 0,025). Conclusão: A maior predominância do traço do comportamento alimentar emocional e externo esteve associada à maior internalização do estigma do peso. Os achados justificam o esforço para mitigar a discriminação sobre o peso e a necessidade de mais estudos na população brasileira.
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