ANÁLISE TEMPORAL DA HANSENÍASE. RECIFE, PERNAMBUCO, 2016 A 2021.

Vol. 3 2024 - 201772
Pôster
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Objetivo: analisar a tendência temporal da hanseníase no Recife, Pernambuco, 2016 a 2021. Métodos: estudo ecológico a partir dos casos novos de hanseníase notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Os casos foram agrupados por semestre de notificação. Para a tendência temporal, adotou-se a regressão Jointpoint, que estimou a variação percentual semestral (VPS). Foi considerado um máximo de dois pontos de inflexão e os modelos foram elegíveis pelo Bayesian Information Criterion (BIC). Resultados: foram detectados 2.660 novos casos de hanseníase (27,0 casos/ 100 mil habitantes). A partir do 2º semestre de 2019 até o 2º semestre de 2021 observou-se uma tendência de decréscimo da detecção de casos (VPS=-21,8; p=0,025) entretanto destaca-se, no mesmo período, uma maior redução entre os menores de 15 anos (VPS=-39,0; p=0,003)), entre o sexo feminino (VPS=-24,0; p=0,027) e para os casos paucibacilares (VPS=-26,2; p=0,037). Conclusões: embora a tendência de decréscimo tenha iniciado no 2º semestre de 2019, o período pandêmico da Covid-19 pode ter impactado no comportamento da detecção da hanseníase no Recife, comprometendo as ações de vigilância epidemiologia e atenção à doença durante a emergência em saúde pública, podendo se prolongar por anos adiante. Incorporar a análise da tendência temporal ao monitoramento da hanseníase poderá contribuir na interpretação de indicadores epidemiológicos e operacionais e no planejamento e implementação de intervenções oportunas para o controle do agravo.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis