ANÁLISE ESPACIAL DAS ÁREAS DE RISCO DE TRANSMISSÃO DE MALÁRIA NO ESTADO DO PARÁ

Vol. 3 2024 - 200431
Comunicação coordenada (apresentação oral)
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Resumo

Objetivos: analisar a situação epidemiológica da malária no estado do Pará entre 2010 e 2020 e estratificar os municípios quanto ao risco de transmissão Métodos: estudo ecológico com abordagem espacial, baseado nos casos de malária de 2010 a 2020 no estado do Pará, analisados em escala municipal. Resultados: Houve declínio expressivo de cerca de 82% dos casos notificados no período, assim como do Índice Parasitário Anual (IPA), com redução de 87,5% e 69,3% dos municípios classificados como de “alto risco” e “médio risco”, respectivamente. Em contrapartida, alguns municípios permaneceram com alto risco durante grande parte do período, especialmente na região do Baixo Amazonas, Marajó e Tapajós. Maiores proporções de casos importados foram observadas nas regiões do Araguaia e Carajás e no entorno da baía de Guajará. Apesar da tendência de redução, persistiram focos de transmissão em áreas indígenas e garimpos. A análise dos indicadores de desempenho da vigilância sugere melhorias pontuais no diagnóstico e tratamento oportunos em 2015 e 2016, seguido de tendência de piora. Conclusões: A análise permitiu a identificação das áreas de maior risco de transmissão de malária no estado do Pará, sugerindo quais formas de ocupação do solo podem estar associadas à persistência de altos níveis de transmissão. Apesar da redução geral na incidência e melhorias pontuais na oportunidade de tratamento, oscilações dos indicadores programáticos e epidemiológicos entre os municípios, reforçam a necessidade de fortalecimento das ações focalizadas de vigilância e controle.

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Eixo Temático
  • Vigilância epidemiológica e vigilância em saúde