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Resumo

Objetivo: analisar as características obstétricas das parturientes incluídas em ensaio clínico sobre auriculoterapia no trabalho de parto ativo. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico, randomizado, controlado, com análise quantitativa. Resultados: Foram incluídas 171 parturientes no estudo, randomizadas em dois grupos, intervenção (GI) e controle (GC). A média de idade no GI foi (26,01 ± 5,86) e no GC (25,51 ± 5,96), autodeclaradas branca GI 20 (24,4%), GC 18 (20,2%), não-branca GI 62 (75,6%) e GC 71 (79,8%). A média das consultas de pré-natal foi homogênea, GI (9 ± 2,82) e GC (8,54 ± 3,29). Quanto a paridade, nulíparas no GI (43/25,2%) e no GC (35 (35/20,5%), multíparas no GI (39/22,8%) e GC (54/31,5%). A idade gestacional variou entre 37-42 semanas, com a maioria da amostra entre 38-40 semanas (135/78,8%). A maioria das parturientes não sabiam ou não confeccionaram o plano de parto GI (79/46,2%) e GC (86/50,3%). Observou-se que a maioria das pacientes 96,3% e 96,6% do GI e GC respectivamente tinham a presença do acompanhante, sendo este da sua escolha. Segundo a localização primária da dor durante o trabalho de parto, o GI e GC respectivamente relatou, região de baixo-ventre (51/29,9% - 64/37,4%) e lombossacral (31/18,1% - 24/14%), somente o GC descreveu presença de dor na região vulvar (1/0,6%). Conclusão: nota-se a necessidade de construir políticas de cuidado direcionadas a saúde materno-infantil e suas nuances no que tange o perfil das pacientes atendidas e suas realidades. Este estudo pode servir como base para o desenvolvimento de diretrizes e protocolos.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia do curso de vida