ANÁLISE DA DEPENDÊNCIA ESPACIAL DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL

Vol. 3 2024 - 200605
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Resumo

OBJETIVO: Analisar a dependência espacial da prevalência de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil-TI, no Brasil, em 2010. MÉTODO: Estudo ecológico espacial, que analisou a autocorrelação espacial, com base no Índice I Global de Moran e no Índice Local de Moran-LISA, de forma univariada, utilizada na investigação da distribuição da prevalência de TI a cada 100, de crianças e adolescentes (10-17 anos), por município, a partir do Censo Demográfico Brasileiro-IBGE (2010). Para identificação da dependência espacial local, foram considerados os municípios com significância menor, ou igual a 0,05 (95-99,9% de confiança). RESULTADOS: Em 2010, haviam 3.406.514 crianças e adolescentes trabalhando no Brasil, destes 2.848.836 (83,6%), em situação de TI. A maior parte, entre 16-17 anos (n=1.330.777), seguida de 14-15 anos (n=807.920) e, de 10-13 anos (n=710.139). O índice I Global de Moran indicou a existência de autocorrelação espacial no conjunto global dos dados (I = 0,454). A partir do LISA, 1.654 municípios (29,8% dos municípios) apresentaram significância, sendo 818 municípios (14,7%) com significância de 0,05, 548 municípios (9,9%) com significância de 0,01 e 288 municípios (5,2%) com significância de 0,001. Evidenciou-se a presença de clusters formados a partir de agrupamentos de municípios com altos valores de prevalência de TI, sobretudo nas regiões Sul, Sudeste (especificamente, São Paulo e Rio de Janeiro) e em torno das capitais do Nordeste do Brasil. CONCLUSÕES: A prevalência de TI em uma determinada área geográfica é fator essencial para a compreensão deste fenômeno no Brasil e assim subsidiar políticas públicas de enfreamento.

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  • Saúde do trabalhador e da trabalhadora