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Objetivos: Analisar a adequação do rastreamento do câncer cervical em Minas Gerais e macrorregiões no âmbito do SUS, considerando a adesão às diretrizes nacionais e associação com fatores sociodemográficos e assistenciais, em dois triênios. Métodos: Estudo ecológico comparativo entre os triênios 2017-2019 e 2020-2022 em Minas Gerais e macrorregiões. Analisou-se a cobertura e adequação dos exames citopatológicos (dados do SISCAN) e sua associação com variáveis sociodemográficas e assistenciais como renda, taxa de analfabetismo, escolaridade, razão de médicos e enfermeiros e PIB, obtidas do DATASUS. Resultados: A cobertura do rastreamento reduziu 6,79%, passando de 43,14% no primeiro triênio para 36,35% no segundo. A análise das macrorregiões mostrou que o padrão de rastreamento permaneceu inalterado: regiões com baixa cobertura continuaram baixas e regiões com alta cobertura permaneceram altas. Houve uma redução no sobrerrastreamento por idade e período no segundo triênio analisado. Mais de 80% dos exames foram realizados em mulheres na faixa etária alvo (25-64 anos), mas a periodicidade dos exames se mostrou aquém do recomendado (trienal). Modelos múltiplos indicaram que baixa escolaridade, razão de enfermeiros e PIB foram significativamente associados à baixa cobertura em ambos os triênios. Conclusões: Houve uma diminuição na cobertura dos exames citopatológicos entre os triênios analisados, o que pode ser atribuído à pandemia, mas o padrão regional de rastreamento foi mantido. A periodicidade inadequada dos exames e a associação de fatores sociodemográficos e assistenciais com a baixa cobertura destacam a necessidade de estratégias direcionadas para melhorar a adesão ao rastreamento do câncer cervical no SUS.
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