ADESÃO À DIETA DASH, RISCO DE EVENTOS CARDIOVASCULARES ADVERSOS MAIORES E MORTALIDADE

Vol. 3 2024 - 201342
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Resumo

Objetivo: Investigar associação entre adesão à dieta DASH e incidência de eventos cardiovasculares adversos maiores (em inglês, MACE), mortalidade por doenças cardiovasculares (DCV) e por todas as causas em adultos brasileiros. Métodos: Utilizou-se dados da linha de base (2008-2010) da coorte ELSA-Brasil. Critérios de exclusão: ingestão energética implausível, informações incompletas sobre dieta, óbito ou diagnóstico de MACE no primeiro ano de seguimento. Os desfechos foram tempo até a ocorrência do primeiro MACE (N= 13.606), tempo até o óbito por DCV e tempo até o óbito por todas as causas, excluindo óbitos por causas externas (N=14.313). O escore de adesão à dieta DASH (contínua) foi expresso em incrementos de cinco pontos. Utilizou-se o modelo de regressão de Cox com ajustes por características sociodemográficas, comportamentos relacionados a saúde, condições de saúde e ingestão energética total. Resultados: O seguimento médio foi de 4,11 anos para MACE, 10,34 anos para óbito por DCV e 10,31 anos para óbito por causas naturais. A densidade de incidência, por 10.000 pessoas-ano, foi de 36,6 para MACE, 10,56 para óbito por DCV e 30,9 para óbito por causas naturais. Após ajustes, cada incremento de cinco pontos no escore da DASH associou-se à redução de 18% no risco de MACE e de 14% no risco de mortalidade por causas naturais. O escore da dieta DASH não foi associado estatisticamente à mortalidade por DCV. Conclusão: Quanto maior adesão à dieta DASH menor risco de MACE e de morte por causas naturais em adultos brasileiros.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT)