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Objetivo: analisar o perfil dos acidentes de trabalho em médicos no Brasil. Método: Estudo ecológico, com finalidade analítica, a partir de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação-SINAN, com foco no perfil sociodemográfico dos acidentes de trabalho em médicos no Brasil, entre 2007-23. Foram calculadas as incidências por estratos, a Variação Percentual Proporcional-VPP, a letalidade e taxas de incidência, por ano e por especialidade. Utilizou-se o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde-CNES, para cálculo das taxas. Resultados: Ocorreram 2.748 acidentes de trabalho com médicos no Brasil, com uma taxa de incidência de 2,84/1000. Ocorreu aumento substantivo de notificações (VPP=+3027,8%). Dentre as especialidades médicas, o clínico (55,9%) obteve maior representatividade entres os médicos acidentados. Em relação a taxa de incidência, os mais afetados foram os médicos da família (13,2/1.000), seguidos pelos médicos clínicos (7,7/1.000) e os médicos do trabalho (5,8/1.000). O sexo afetado, majoritariamente, foi o feminino (54,9%). A faixa etária mais proeminente foi entre 20-39 anos (56,0%). O estado com mais notificação foi o de São Paulo (47,0%), e sua capital apresentou 28,3% dos casos. Dentre os tipos de acidente destacam-se: o ferimento do punho e mão (10,8%), circunstâncias relacionadas às condições de trabalho (7,9%) e entorse (4,3%). Evoluíram para cura (41,7%), incapacidade (31,8%) e óbito (2,0%). Ocorreram emissão da Comunicação de Acidentes de Trabalho-CAT, em 37,6% dos casos. Conclusão: A sobrecarga proveniente da organização do trabalho, com ausência de políticas de educação permanente e medidas protetivas em saúde do trabalhador, repercutem nestes registros.
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