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Objetivo: Avaliar a simplicidade e flexibilidade do sistema de vigilância epidemiológica da Leishmaniose Visceral Humana (LVH) no Brasil entre 2014 e 2024. Metodologia: Foi utilizado o Guia de Avaliação de Sistemas de Vigilância em Saúde Pública do CDC. A simplicidade do sistema foi avaliada pelo número de organizações envolvidas na notificação de caso e pela definição de caso fácil de ser aplicada, enquanto a flexibilidade foi medida pela capacidade de adaptação a mudanças, observando retrospectivamente como o sistema respondeu a novas demandas. Resultados: O sistema de vigilância da LVH é complexo, requerendo várias organizações e fluxos específicos. As unidades de saúde coletam exames e notificam a vigilância epidemiológica, que conduz investigações e notifica a vigilância ambiental para classificar áreas, controlar vetores e reservatórios. Há ações complexas, como busca ativa de casos, inquéritos e saneamento ambiental. A definição de caso é complexa devido à necessidade de muitas informações, dificultando o encerramento da investigação. Em 2014, o teste rápido IT LEISH® foi introduzido no SUS para diagnosticar a LVH e melhorar a vigilância epidemiológica. Porém, o SinanNet tem limitações na inclusão de novas variáveis para registrar o uso desse teste, demonstrando baixa flexibilidade. Conclusão: A avaliação do sistema de vigilância da LVH revela sua complexidade, envolvendo organizações e fluxos distintos. Apesar de melhorias, como a introdução do teste rápido, limitações persistem, como a rigidez do SinanNet para incorporar novas variáveis. Essas análises podem orientar intervenções para aprimorar o sistema de vigilância e reduzir o impacto da leishmaniose na saúde pública.
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