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Objetivo: Analisar a evolução da obesidade ao longo do tempo e sua prevalência segundo aspectos socioeconômicos. Métodos: O estudo avaliou a obesidade com base em três inquéritos transversais populacionais: Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) e Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Foram analisadas diferenças por macrorregião, características sociodemográficas e indicadores de raça/cor, gênero/sexo e escolaridade, usando um índice de interseccionalidade. Resultados: A obesidade está crescendo continuamente no Brasil. Historicamente, as taxas eram maiores em macrorregiões específicas, mas agora se distribuem de forma uniforme. Todos os inquéritos mostram aumento linear na prevalência da obesidade em todos os graus (I a III). O VIGITEL revela aumentos de 90,7% no grau I, 147,6% no grau II e 154,6% no grau III entre 2006 e 2023. Os graus mais graves de obesidade são mais prevalentes entre indivíduos com maiores iniquidades sociais (mulheres, pretos/pardos/amarelos/indígenas, sem instrução). Em contraste, a obesidade grau II é mais comum entre aqueles com menos iniquidades, exceto em alguns casos específicos (VIGITEL 2013 e PNS 2019), onde essa tendência se inverte. Conclusões: A obesidade está aumentando no Brasil, indicando a necessidade de uma abordagem ampla pelos gestores e tomadores de decisão. Inicialmente, a obesidade era mais prevalente em algumas macrorregiões, mas agora se distribui de forma semelhante em todo o país. Os graus mais graves de obesidade afetam mais acentuadamente aqueles com maiores iniquidades sociais.
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