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Objetivo: Comparar o percentual e a duração dos anticorpos neutralizantes contra a variante Ômicron no leite humano após a vacinação contra SARS-CoV-2, considerando as diferentes tecnologias de vacinas disponíveis no Brasil, entre mulheres em aleitamento materno exclusivo ou não. Métodos: Estudo transversal, realizado de abril a outubro de 2022. Os participantes elegíveis eram lactantes com 18 anos ou mais, residentes no Rio de Janeiro, que haviam completado o ciclo de vacinação primária com as vacinas contra COVID-19 disponíveis no Brasil, com ou sem doses de reforço. A coleta de leite materno ocorreu no Banco de Leite Humano, as amostras foram processadas e armazenadas para detecção de anticorpos usando o método cPass™ SARS-CoV-2 Neutralization Antibody ELISA. Resultados: O estudo envolveu 209 lactantes, cerca de 62,1% relataram infecção prévia por COVID-19. O percentual de anticorpos neutralizantes no leite materno de mulheres em aleitamento exclusivo foi maior do que nas mulheres sem aleitamento exclusivo (p < 0,05). Não foi observada diferença significativa no percentual de anticorpos neutralizantes no leite materno entre aquelas que receberam duas ou mais doses de vacina (p = 0,578). Os anticorpos neutralizantes persistiram no leite materno por até 180-200 dias após a vacinação, sem variação entre as diferentes tecnologias vacinais (p = 0,900). Conclusões: Este estudo revelou um aumento significativo no leite materno de mães que amamentam exclusivamente seus bebês. No Brasil, a vacinação contra a COVID-19 não é recomendada para bebês menores de seis meses, enfatizando a importância da vacinação para a proteção passiva do recém-nascido.
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