A FEMINIZAÇÃO DA POBREZA NO BRASIL

Vol. 3 2024 - 202139
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Resumo

Objetivo: Descrever o perfil de mulheres em situação de pobreza e extrema pobreza no Brasil Método: Estudo descritivo, quantitativo, sobre mulheres em situação de pobreza e extrema pobreza no Brasil, no ano 2022. Utilizaram-se base dados e publicações estatísticas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), referentes ao período de 2022. Consideraram-se as variáveis: índice de feminilidade extrema pobreza; raça/etnia; faixa etária, chefe de família, renda própria, taxa de desemprego e trabalho não remunerado. Analisaram-se os dados em frequências e taxas. Resultados: Em 2022, o Brasil esteve na terceira posição entre os países da América Latina e Caribe, no índice de feminilidade de extrema pobreza. No país, há 119,5 mulheres em extrema pobreza para 100 homens em similar situação. Observou-se maior concentração em mulheres abaixo de 14 anos (33,2%), e de negras e indígenas (59,7%) vivendo na linha de pobreza. Uma a cada quatro mulheres (22,7%) não tem renda própria, quase duas vezes mais que a proporção de homens (14,1%). Mulheres de 15 a 24 anos são chefes de família (32,7%), enquanto que os homens correspondem a 17,8%. Sobre o desemprego, as mulheres apresentaram taxa de 11,5 e os homens de 7,5, no mesmo período. Verificou-se que 14,8% da população feminina com 15 anos ou mais se dedicam exclusivamente ao trabalho doméstico. Conclusão: A pobreza não atinge igualmente homens e mulheres. Ante os dados e informações expostas, compreende-se que a iniquidade de gênero leva à feminização da pobreza e à precariedade da vida.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia em subgrupos populacionais específicos