A CARGA DE PERDA AUDITIVA NO BRASIL ENTRE 1990 E 2021: RESULTADOS DO GBD 2021

Vol. 3 2024 - 201877
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Resumo

Objetivo: Analisar a variação da prevalência e dos anos vividos com incapacidade (YLDs) por perda auditiva (PA) no Brasil entre 1990 e 2021. Métodos: Estudo de série temporal com dados do Brasil, segundo o Global Burden of Disease Study 2021. Foram estimadas contagens e taxas padronizadas por idade dos anos de 1990 e 2021, por grau de PA. Prevalência e YLDs foram apresentadas por meio de frequência absoluta e taxas (100.000 habitantes) com seus respectivos intervalos de incerteza (II95%). Resultados: Estima-se que 46,91 (II95% 44,68–49,28) milhões de pessoas tinham algum grau de PA no Brasil em 2021. A prevalência de PA padronizada por idade foi de 18,91% (II95% 18,06–19,85) em 2021, apresentando pouca variação comparado ao ano de 1990 (18,96%, II95% 18,09-19,94). A PA leve acometeu 31,84 milhões de pessoas (II95% 29,99–33,72), a PA moderada 11,17 milhões (II95% 9,78-12,62), a PA severa 508,95 mil (II95% 406,5-637,92), a PA profunda 493,21 mil (II95% 392,96–611,28) e a PA completa 99,08 mil (II95% 77,60 – 124,41). Entre 1990 e 2021 o número de YLDs mais que duplicaram no Brasil, somando 1,39 (II95% 0,93–2,00) milhões em 2021 e 0,59 (II95% 0,39–0,85) milhão em 1990. Conclusões: Embora a prevalência padronizada por idade tenha variado pouco, o envelhecimento populacional quase duplicou a carga bruta de PA. Portanto, é fundamental que o aumento no tempo com PA seja acompanhado de políticas que contribuam para a prevenção e reabilitação deste agravo, visando reduzir os ônus psicossociais e econômicos causados pela PA.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia do curso de vida