SAÚDE E RACISMO NA LITERATURA

Vol. 2, 2023 - 181636
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Resumo

Processo de escolha do tema e de produção da obra Por meio de investigação de textos literários do final do sec. XIX e início do século XX, como as poesias de Augusto dos Anjos e os romances de Aluísio de Azevedo, percebemos como as políticas sanitárias e de saúde dessa época estavam aliadas a ideais radiológicos e higienistas. Objetivos - Analisar os contextos históricos e as políticas de saúde, a partir da literatura brasileira; - Entender como a literatura pode ser uma fonte importante para pensar políticas antirracistas que atendam as necessidades específicas de populações subalternizadas. Ano e local da produção 2023, Salvador, Ba. Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do congresso A poesia de Augusto dos Anjos e o romance O cortiço de Aluísio de Azevedo descrevem o crescimento de cidades no sudeste e nordeste do Brasil e refletem o impacto disso nas populações indígenas e negras, que ficam alijadas dos processos de crescimento econômico, por serem tratadas como naturalmente doentes na escala raciologica. Formatos e suportes necessários referentes à apresentação Data show e PowerPoint Breve biografia do autor Prof. Dr. Marcos Aurelio dos Santos Souza, titular da área de linguagem do Departamento de Educação da UNEB, Universidade do Estado da Bahia. Processo de escolha do tema e de produção da obra Em 2017, o Ministério da Saúde do Brasil decretou uma epidemia de sífilis no país, o que ocorreu após um aumento crescente no número de casos da infecção ao longo das últimas décadas. Após avaliar a política nacional de combate à sífilis, por meio do Acórdão 2019/2017, o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou, entre outras ações, novas e diversificadas estratégias de comunicação e educação para informar profissionais de saúde, população em geral e grupos específicos, incluindo populações-chave, sobre prevenção, testagem e tratamento da sífilis. Nesse âmbito, surgiu o Projeto “Sífilis Não”, executado por meio de uma cooperação técnica e científica entre Ministério da Saúde do Brasil, o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Dentre as ações de comunicação, além de diversas iniciativas para que a sífilis pudesse integrar a agenda pública e privada de saúde no Brasil, como a produção de campanhas publicitárias em diversos formatos, está a construção de narrativas audiovisuais que possam promover a divulgação científica de temas relacionados à sífilis, bem como o registro de ações que envolvam o Projeto. Este foi o caso do documentário “Ser quem se é”, que narra, do ponto de vista de uma mulher trans, a participação de pesquisadores do Projeto “Sífilis Não” na 26a Parada LGBT+ de São Paulo, ocorrida em 2021. Isso incluiu a produção de uma campanha visual; a participação na Feira da Diversidade Cultural; a parceria com a Rede Gay do Brasil no Simpósio Nacional Saúde, Cidadania e Direitos Humanos; a visita ao Centro de Referência e Diversidade e, por fim, o desfile e as ações de conscientização na Parada, que incluíram um momento de fala no trio principal de abertura, levando o Projeto a um público estimado de três milhões de pessoas. Para o documentário, após a captura das imagens e depoimentos no evento, o roteiro, a edição e a direção foram executados por pesquisadores da comunidade LGBTQIA+, dentre elas uma pesquisadora trans que atua no LAIS - responsável pela narração e ponto de vista da narrativa - ressaltando a importância de que as populações-chave estejam inseridas nas políticas públicas de saúde e de todas as ações que dela derivarem, considerando a situação de vulnerabilidade, estigma e discriminação que impõe barreiras no acesso a políticas de saúde, cidadania e direitos básicos.

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