A INFORMATIZAÇÃO DA SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

Vol. 2, 2023 - 181605
Relato de Pesquisa
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Resumo

Apresentação/Introdução No cenário brasileiro, a informatização, também chamada digitalização, da saúde é um processo que podemos remontar a década de 1970. Ele iniciou com a criação dos grandes sistemas nacionais de informações de saúde e teve seu grande boom nas décadas de 1990 e 2000, quando verificamos a ampliação desses sistemas nacionais e a massificação da informática na saúde mais precisamente na Atenção Primária da Saúde. Esse processo ganhou maior ênfase com a crise pandêmica do Covid-19, onde verificou-se uma ampliação das estratégias para consolidá-lo. Isto pode ser verificado com uma série de marcos legais que visavam consolidar a informatização. Esse fenômeno não é um problema, pois pode possibilitar uma maior integralização da saúde. O grande problema está na ficção de que este processo garante o acesso ampliado, rápido, seguro e eficiente, independente do lugar, da distância dos grandes centros e da condição financeira do município, ou seja, ampliaria o acesso democrático da saúde. Objetivos O trabalho teve por objetivo apresentar o cenário da informatização/ digitalização da saúde e seu impacto na Atenção Primária, visando caracterizar como este fenômeno vem sendo construído de modo a não fortalecer o SUS, inclusive possibilitando seu enfraquecimento financeiro, devido aos custos envolvidos no processo. Além disso, pretende-se mostrar como o não reconhecimento dos princípios da Arquivologia põem em risco o processo em questão. Desse modo, o trabalho foi construído visando estabelecer um diálogo entre a saúde coletiva e a Arquivologia. Metodologia Este trabalho é um ensaio crítico-reflexivo, e a metodologia utilizada foi a revisão de literatura integrativa. Para isso, procedeu-se o levantamento de literatura científica, através de buscas na BVS regional, Base Hisa e no Google Acadêmico, utilizando os termos: saúde digital, informatização, telemedicina e e-health. O período definido para a busca abrangeu de 1996 a 2021, período que abarca o início . Após o levantamento procedeu-se a análise documental do material identificado. Esta análise possibilitou verificar as perspectivas sobre o tema. Resultados e discussão A pesquisa procurou investigar o fenômeno da informatização/ digitalização da saúde, observando como os documentos identificados trataram o tema. A partir desse ponto, verificou-se os pontos fracos na defesa e na implementação da informatização ampliada na Atenção Primária da Saúde por desconsiderar o conhecimento arquivístico necessário para que a informatização possa cumprir o papel desejado na saúde. Não há diálogo entre a legislação arquivística e a legislação que propiciou a informatização. Desse modo, será apontado o que a informatização/ digitalização da saúde necessita do ponto de vista arquivístico. Desse modo, a crítica que se coloca não é contra a informatização, mas sim ao modo como vem sendo implantada no cenário brasileiro e como vem impactando a Atenção Primária. Conclusões/Considerações finais A pesquisa mostrou que o diálogo entre a Saude Coletiva e a Arquivologia é importante para que se construa um processo de informatização/digitalização da saúde na Atenção Primária seguro, possibilitando um acesso democrático e amplo aos serviços de saúde pela população. Além disso, garantindo que os dados e informações produzidos na Atenção Primária estejam protegidos e preservados. A pesquisa também apontou fragilidades no processo e a necessidade de revisão ou aprimoramento dos dispositivos legais existentes. Apresentação/Introdução Comunidades tradicionais pesqueiras possuem uma relação singular com o mar e o mangue: vivem e sobrevivem da pluralidade de saberes, diversidade cultural e práticas ancestrais em defesa do território vivo que é o seu meio de subsistência. Esses povos convivem com injustiças socioambientais que se somam a histórica condição de vulnerabilidade, agravadas em 2019 devido ao derramamento de petróleo de origem desconhecida, nas águas litorâneas do Brasil, afetando os recursos naturais que constituem sua principal fonte de alimentação e renda. As águas e o mangue foram expostos a contaminação pelo óleo e os pescados oriundos desses ambientes passaram a ser socialmente desvalorizados dada sua associação com possíveis danos à saúde - o que causou declínio nas vendas, intensificando as dificuldades financeiras e, consequentemente, a insegurança alimentar dos pescadores e marisqueiras artesanais. Objetivos Compreender como o derramamento de petróleo no litoral brasileiro interferiu na segurança alimentar de pescadores e marisqueiras artesanais no litoral da Bahia.

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Eixo Temático
  • CT 18 - Infodemia, dataficação e práticas em saúde