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Apresentação/Introdução O suicídio é um fenômeno multifatorial complexo, resultado da interação entre aspectos psicológicos, sociais e culturais. Como problema de saúde pública, o tema deve ser tratado considerando essas dimensões, levando em conta as especificidades regionais, históricas e dos problemas sociais e econômicos que a atravessam, além de questões de gênero, raça, etnia etc (BRASIL, 2021). Objetivos Realizar levantamento epidemiológico do suicídio e interseccionalidades na cidade de Juazeiro da Bahia. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, em que utilizou-se dados secundários do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Foram consultados os óbitos por suicídio dos anos de 2018 a 2022, de residentes da cidade de Juazeiro no estado da Bahia. Resultados e discussão Entre os anos de 2018 a 2022, ocorreram 59 óbitos por suicídio no município de Juazeiro (BA), sendo que destes, 80% (n= 47) ocorreram em pessoas do sexo masculino e 20% (n=12) em pessoas do sexo feminino. O ano com maior incidência de suicídio foi 2021 com 27% de casos e o menor foi 2019 com 15%. Com relação a raça/cor, a população negra (pretos e pardos) foi predominantemente acometida pelo suicídio com 86% (n=51), onde pessoas pretas foram 3,3% (n=2) e pessoas pardas 83% (n=49). Pessoas brancas corresponderam a 10,1% (n=6). Em relação ao estado civil, observou-se que 68% (n= 40) dos casos ocorreram em pessoas solteiras, 20% (n=12) em pessoas casadas e 3,3% (n=2) em pessoas separadas. Sobre a faixa etária, ocorreram 32% (n=19) de casos entre a faixa de 20 a 29 anos, 24% (n=14) entre a faixa de 30 a 39 anos e 12% (n=7) de 40 a 49 anos de idade. Conclusões/Considerações finais Para além de medidas individuais de lidar com a problema do suicídio é preciso compreendê-lo em sua dimensão ampliada, construída num contexto histórico, político e geográfico, para que seja possível intervir nas causas. O presente estudo aponta para questões de suicídio e gênero, raça, estado civil e faixa etária como marcadores importantes para compreender o fenômeno. Para enfrentar o problemática do suicídio é necessário medidas sólidas em todas as esferas sociais, não se restringindo aos serviços de saúde, mas um conjunto de articulações entre setores. Seja junto às escolas, nos espaços públicos, na formação de profissionais de saúde, na elaboração de políticas públicas efetivas, no fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e da Estratégia de Saúde da Família, na promoção em grande escala de bem-estar social, na efetiva segura pública, no fortalecimento da economia solidária, etc. Contextualização Sumaúma é uma árvore majestosa amazônica, testemunha de Abya Ayla em tempos anteriores à invasão europeia. Ainda hoje, o seu tronco quando percutido pelos habitantes da floresta, comunica novas e ancestrais mensagens. Em 2020, pedimos licença para batizar com o seu nome, o coletivo na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/UNIRIO que reúne projetos de ensino, pesquisa, extensão e outros no campo da saúde coletiva. Durante a pandemia de Covid 19, invocamos as suas raízes desbravadoras, que alimentam e apoiam outras árvores em momentos de fragilidade. Celebramos também o seu respirar, nascente de rios voadores, fluxos de umidade para que a desertificação não cimente de vez as cidades e agrave a destruição dos campos avassalados por latifúndios, monoculturas, pastos, queimadas e agrotóxicos. Desde então, seguimos querendo aprender com a sua existência rizomática. A Comunidade de Aprendizagem Sumaúma Saúde Coletiva integra projetos e processos de ensino, pesquisa, extensão, dentre outros que buscam contribuir para a transformação acadêmica problematizando seus valores colonizadores e colonizados. Descrição As temáticas confluentes que integram os projetos versam sobre territórios de vida (indígenas, quilombolas, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra/MST, áreas urbanas periféricas e/ou sob gentrificação); cuidados comunitários; ecologia social; educação ambiental de base comunitária; políticas públicas rompendo com necroativismos governamentais; cultura, arte e intersubjetividades coletivas; redes de atenção; redes vivas; decolonialidade; descolonização; cooperativismo; práticas tradicionais e integrativas de saúde; participação; dentre outras. Para estas vivências são fundamentais estar nos coletivos: Comissão Estadual de Direitos Indígenas/CEDIND RJ; Fórum Povos da Rede Unida; GT de Educação Popular e Saúde da ABRASCO; Observatório de Micropolíticas no Trabalho, Educação e Cuidado na Saúde; Encontro de Saberes; Movimento de Defesa da Bahia da Guanabara, Instituições Acadêmicas do RJ e MST; Linhas da Gamboa, Grupo de Estudos em Educação Ambiental desde El Sur/GEASur; Comissão Permanente de Integração Ensino-Serviço/CIES-RJ; dentre outros. São ferramentas esculpidas na caminhada: elaboração de cartografias territoriais na cidade do Rio de Janeiro (Casa das Pretas, Colégio Federal Pedro II e iniciativas comunitárias no bairro da Gamboa) e portfólios correspondentes, educação popular e permanente na saúde, expressividades criativas, produção de materiais compartilhados nas redes sociais, organização e participação em encontros presenciais e remotos em parceria com outras universidades e movimentos sociais.
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