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Processo de escolha do tema e de produção da obra O tema foi escolhido a partir da relevância em compartilhar a experiência pessoal enquanto mulher negra usuária do SUS, enfrentando o racismo e minha participação na vida acadêmica. O processo de produção se deu a partir da escrita e reflexão dos eventos vivenciados no cotidiano do SUS e os desdobramentos na vida acadêmica. Objetivos Compartilhar as intersecções de mulher negra usuária do SUS, refletindo sobre o racismo e as respostas mobilizadas. Ano e local da produção São Gonçalo- RJ. Junho de 2023. Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do congresso Análise crítica: A partir dos eventos narrados é possível perceber o racismo institucional da saúde que atravessa/marca a vivência de Sirlene Francisco enquanto mulher negra usuária do SUS e suas intersecções com a vida acadêmica. Formatos e suportes necessários referentes à apresentação Tela de projeção; acesso à internet; som e microfone. Breve biografia do autor Nasceu em uma comunidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro, em 1980. Mulher Negra Periférica. Assistente Social formada pela UERJ, Especialista em Saúde da Família pela ENSP-FIOCRUZ. Especialista em Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Mestranda do IFF-FIOCRUZ. Iniciou no mercado de trabalho aos 16 anos e conciliou com os estudos. Embora resida em São Gonçalo, estudou e trabalhou a maior parte do tempo no município do RJ. Processo de escolha do tema e de produção da obra Mulheres e meninas desempenham papel fundamental na sociedade e sua participação deve ser estimulada e fortalecida nas diversas áreas de pesquisas científicas e tecnológicas. Em 22 de dezembro de 2015, a Assembleia das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência - 11 de fevereiro, com o propósito de promover o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas em atividades acadêmicas. A iniciativa vai ao encontro do Objetivo 5 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, instituída em setembro daquele ano. Entretanto, apesar dos esforços empreendidos, de acordo com a Unesco, as mulheres continuam a ser excluídas: mais de 70% dos pesquisadores do mundo são homens. As desigualdades se expressam de diversas formas, inclusive na probabilidade de estudantes se formarem com bacharelado, mestrado e doutorado em ciências. Enquanto, no sexo feminino, essa probabilidade é, respectivamente, de 18%, 8% e 2%, entre alunos do sexo masculino, ela é de 37%, 18% e 6%. Isso se deve a vários fatores, tais como a maternidade e atividades domésticas que recaem sobre as mulheres e impactam sua trajetória profissional. Vale ressaltar também o caráter excludente destas estatísticas: ao se basearem na categoria sexo, não nos permitem conhecer quantas pessoas transgêneras atuam no campo científico. De modo a ampliar a discussão deste tema e construir caminhos para a superação desta desigualdade, várias atividades foram realizadas sobre o tema na Fiocruz em 2022.
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