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Apresentação/Introdução A vacinação contra a COVID-19 é uma estratégia que tem sido desenvolvida com êxito na proteção da população e no enfrentamento coletivo da emergência sanitária. No entanto, observa-se, dificuldade na adesão da população à vacinação do público infantil ocasionada e, parte pela hesitação dos pais ou responsáveis. Objetivos Considerando a descoordenação entre os entes federativos durante a pandemia e vacinação da COVID-19, a desinformação e as ações do Governo Federal que desprestigiaram a credibilidade dos imunizantes infantis, este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa sobre as dimensões da hesitação vacinal infantil baseada nas percepções de profissionais de saúde que atuaram durante a vacinação contra a COVID-19. Metodologia Baseado no constructo teórico da Hesitação Vacinal, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa entre trabalhadores da APS em 4 municípios de 4 estados brasileiros (Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso e São Paulo) e o Distrito Federal. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com 86 trabalhadores de UBS (Enfermeiros, Técnicos de enfermagem, médicos, ACs e odontólogos). Resultados e discussão Através da análise temática foram obtidas três categorias de análise: medo, desinformação em vacina e papel dos profissionais de saúde. A categoria medo apresentou-se relacionada ao fato da vacina ainda ser percebida como experimental; às reações adversas que podem provocar; à ausência de estudos de longo prazo; à falsa percepção de risco reduzido da COVID-19 em crianças; e das condutas do governo federal geradoras de insegurança nos efeitos da vacina. No que diz respeito a categoria desinformação em vacina, os elementos discursivos presentes foram a produção e reprodução de fake news sobre a vacina e suas reações; o fenômeno da infodemia e desinformação; e a ausência de orientação e conhecimento sobre vacinas. Na última categoria o trabalho discute o papel fundamental dos profissionais de saúde da APS no aumento da cobertura vacinal devido à sua proximidade aos territórios e população; a influência da internet na disseminação de desinformação e fake news; o papel das autoridades governamentais no aumento ou redução da confiança da população nas vacinas. O trabalho também apresenta as relações entre o conteúdo dos temas delineados e os determinantes da hesitação vacinal, assim como apresenta possibilidades para a reconstrução da alta adesão nas vacinas infantis. Conclusões/Considerações finais Observamos a necessidade de maior desenvolvimento teórico e metodológica do referencial teórico da hesitação vacinal, uma vez que seus determinantes são profundamente relacionados e a análise isolada de cada um deles pode reduzir a complexidade envolvida em processos históricos e sociais complexos e dinâmicos. A hesitação vacinal, para além do objeto em si, emerge como um produto de relações discursivas que atravessam e influenciam práticas sociais e políticas. As disputas narrativas construídas em torno da COVID-19 que a minimizava, ajudaram a menosprezar a importância da vacinação. Pela primeira vez na história do PNI, órgãos públicos de comunicação foram responsáveis pela disseminação de desinformação e desincentivo à uma vacina, que somados à ausência de uma coordenação federal da campanha de vacinação da COVID-19 efetiva, contribuíram ainda mais o desenvolvimento da hesitação vacinal no Brasil. Apresentação/Introdução No Brasil, a razão de mortalidade materna é um problema de saúde pública historicamente atravessado por marcadores sociais da diferença, onde gênero, classe, raça, escolaridade, região, idade e deficiência se intersectam na intensificação da vulnerabilidade. Em específico, por ser prevenível e evitável em 90% dos casos de acordo com Observatório Obstétrico Brasileiro (OObr, 2022), a morte materna nos aproxima de um cenário marcado pelo distanciamento de meninas, mulheres e pessoas que gestam com as suas escolhas, tanto na falta de informação e garantias de planejamento familiar em seus itinerários de vida, quanto na falta de acesso e disponibilidades de recursos assistenciais em saúde, como no pré-natal e no acompanhamento puerperal. Objetivos Face ao contexto exposto, gostaríamos de propor uma revisão narrativa do conceito de hierarquia reprodutiva a partir da pesquisa que as duas autoras realizam acerca da temática. Essa aposta tem como objetivo recuperar e compreender o itinerário de abandono que mulheres situadas em diferentes hierarquias reprodutivas enfrentam no Brasil.
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