Imobilização de enzimas proteínas de Artemia franciscana e mexilhão Perna perna para elaboração de biossensores

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Iniciação Científica-Oral
  • Eixo temático: 2.1 IFF - Ciências Biológicas e da Saúde
  • Palavras chaves: Fosfatase; ficotoxinas; biossensor;
  • 1 Instituto Federal Fluminense
  • 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense - Campos dos Goytacazes

Imobilização de enzimas proteínas de Artemia franciscana e mexilhão Perna perna para elaboração de biossensores

Victor Hugo Rocha dos Santos

Instituto Federal Fluminense

Resumo

Como resultado das mudanças climáticas e da eutrofização, florações de algas nocivas (Harmful Algal Bloom - HABs) vêm sendo cada vez mais intensas e frequentes. As atividades de maricultura de moluscos (malacocultura), realizadas em ambiente marinho, produzem organismos constantemente suscetíveis a contaminação por toxinas de microalgas (ficotoxinas) que tornam os moluscos impróprios para consumo. Entre os métodos existentes para a detecção de ficotoxinas, podemos citar o ensaio de inibição enzimática de fosfatases para a detecção de ácido ocadaico, microcistina e dinofistoxina, no entanto, o uso de kits comerciais para esse ensaio costuma não ser prático e ter um alto custo associado, por vezes, tornando o ensaio inacessível. A proposta deste projeto é desenvolver e padronizar ensaios enzimáticos utilizando enzimas fosfatases extraídas dos organismos invertebrados: Artemia franciscana e mexilhão Perna perna, animais já amplamente cultivados e comercializados para diversas finalidades. Além disso, é proposto a elaboração de biossensores a fim de averiguar a possibilidade do uso destes como substitutos mais acessíveis para os kits comerciais que usam enzimas purificadas. O uso de enzimas fosfatases de A. franciscana apresentou uma baixa atividade de 550 U/mL, porém mensurável e reprodutível, o que possibilitou a detecção por inibição (100% de inibição), de toxinas acumuladas do grupo das toxinas diarreicas (DSP – Diarrhetic Shellfish Poison) em hepatopâncreas de mexilhões, coletados na região, de abril de 2022. Também foi possível obter resultado de atividade enzimática, de fosfatase, através da enzima imobilizada em sílica, o que facilita ainda mais o acoplamento a um eletrodo, facilitando a confecção de biossensores. O extrato de enzimático extraído de A. Franciscana mostrou ser uma promissora matrix biológica para a elaboração de biossensor eletroquímico.

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