Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Bancos Comunitários de Sementes
Juliana Constantino do Rosário
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoWatch this next:
O avanço da agricultura capitalista tem tensionado a exclusão do modo de vida das famílias agricultoras. Os Bancos Comunitários de Sementes enquanto tecnologia social têm garantido às famílias autonomia e independência financeira no âmbito alimentar e social frente ao mercado nacional das sementes. O banco se apresenta como uma forma associativa de resguardar a soberania alimentar, as histórias das pessoas e das sementes crioulas. São chamadas de sementes crioulas aquelas que não passaram por modificações químicas, sendo reconhecidas pela sua qualidade e eficiência, perpassadas como herança familiar por várias gerações. Através de estratégias desenvolvidas coletivamente, como as técnicas de manejo, conservação, plantio e colheita, as famílias selecionam as espécies de sementes mais adequadas para a sua terra, freando a necessidade de uso de insumos externos na propriedade. O Núcleo de Estudos Rurais da UFF/Campos tem investido na seleção de ferramentas que possibilitam auxiliar a criação de bancos comunitários de sementes crioulas. Os dados apresentados são resultados de uma pesquisa que vem se desenvolvendo desde 2019. As metodologias adotadas foram as pesquisas qualitativa e quantitativa, bem como a análise bibliográfica. No primeiro momento, buscamos identificar experiências de bancos no município. Um dos primeiros resultados alçados, foi a tentativa não exitosa da PESAGRO-RJ no assentamento Antônio de Farias. Ademais, dialogamos com as famílias do assentamento Oziel Alves, as quais se interessaram pela iniciativa de criar um banco. A partir disso, nos dedicamos em reunir experiências exitosas, métodos e ferramentas para tornar possível a implementação. Por meio de entrevistas, abrangemos aproximadamente 82% dos assentados. Identificamos também os produtos mais cultivados, os comercializados, quem possui sementes no assentamento, quais sementes são consideradas melhores para o cultivo e, principalmente, a circulação e práticas de permutas. Nosso passo seguinte foi selecionar — em formato de cartilha — as ferramentas, bem como os métodos e outras experiências para apresentar como alguns bancos funcionam. A garantia do bom funcionamento do banco se dá pelo associativismo das famílias e, o banco de sementes, deve ser implementado para segundo as demandas de seus associados. Reconhecemos o banco como uma fonte de autonomia para as famílias, em razão disso, se torna importante a implementação do banco no Oziel, já que a guarda de sementes crioulas e os modos de vida das famílias significam resistência aos avanços da agricultura capitalista.
Rosana Rodrigues
Olá Juliana, parabéns pelo seu trabalho. Temos aqui na UENF um grupo de pesquisa que 2015 trabalha com levantamento e conservação da agrobiodiversidade fluminense, focando na cultura do feijoeiro. Visitamos e mapeamos 29 municípios do estado do Rio de Janeiro. Acredito que seria bom juntarmos os esforços. Para saber mais sobre nosso trabalho, por favor, conheça nosso catálogo no site http://www.recursosgeneticos.org/publicacao/catalogo-da-diversidade-de-feijao-comum-do-estado-do-rio-de-janeiro.
Um abraço,
Rosana Rodrigues ([email protected])
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo
Juliana Constantino do Rosário
Obrigada, Rosada. Estaremos conhecendo o trabalho de vocês e entraremos em contato!
Abraços