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Variabilidade mineral em frutos de acessos de Capsicum spp.
Marcos Vinicius Oliveira da Silva
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
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As pimentas do gênero Capsicum possuem variadas formas de uso, tanto in natura quanto processadas, sendo uma importante matéria prima para as indústrias alimentícia, farmacêutica, cosmética, entre outras. Diversos compostos de interesse como ácido ascórbico, tocoferol, carotenoides, capsaicinoides e flavonoides são encontrados nos frutos de pimenta, cuja composição mineral pode ser relacionada com o desenvolvimento metabólico das plantas e com a sua composição orgânica. Este trabalho relata a determinação da composição mineral de frutos maduros de 11 acessos de Capsicum spp. contemplando as espécies C. annuum (2), C. chinense (8) e C. baccatum (1) disponíveis no banco de germoplasma da UENF. Os acessos utilizados foram UENF 1768, UENF 2116, UENF 2051, UENF 1732, UENF 1720, UENF 2079, UENF 1715, UENF 1730, UENF 1791. A semeadura foi feita em bandejas de poliestireno, contendo substrato comercial, mantidas em câmara de crescimento até que as mudas obtivessem dois pares de folhas definitivas. As mudas foram transplantadas para vasos plásticos de cinco litros contendo substrato comercial e cultivadas em casa de vegetação localizada no campus da UENF, em Campos dos Goytacazes, RJ. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso (DBC), com três repetições e seis plantas por parcela. Foi feita aplicação de solução nutritiva de Hoagland, com modificações de acordo com a rotina do laboratório. Flores foram marcadas na antese, e os frutos produzidos foram coletados em bulk quando atingiram o estádio de maturação completa. As amostras foram pesadas, liofilizadas, maceradas em nitrogênio líquido e pesados 200 mg que foram digeridos em ácido nítrico concentrado, sob aquecimento. Foi realizada a análise da composição mineral por espectrometria de emissão atômica com plasma indutivamente acoplado (ICP-OES). Foi realizado teste de agrupamento de médias de Scott-Knott com auxílio do programa Genes, sendo observada diferença altamente significativa (p>0,01) entre os acessos, confirmando a existência de variabilidade quanto à absorção e acúmulo de minerais nos frutos. Maiores médias dos macronutrientes (Ca, K e Mg) foram encontradas em C. chinense, C. annuum e C. baccatum, respectivamente. Em relação aos micronutrientes (Cu, Fe, Mn, Na e Zn), C. chinense apresentou maior acúmulo de Cu (138,90 g.kg-1), Fe (3.288,90 g.kg-1), Mn (783,69 g.kg-1) e Zn (400,32 g.kg-1) e C. annuum apresentou a maior concentração de Na (343,82 g.kg-1). A ordem de abundância dos minerais nos frutos foram: Mg > K > Ca > Fe> Mn > Na > Zn> Cu. A variabilidade observada na composição mineral dos frutos indica que essa técnica é promissora para ser utilizada em programas de melhoramento genético.
Marcelo da Silva
Interessante trabalho! As proporções de massa que vocês indicam para os minerais estão corretas? Por exemplo, 3.288,90 g.Kg-1 para o Fe.
Carlos Roberto Ribeiro Matos
De que forma a variabilidade da composição mineral poderia ser utilizada em programa de melhoramento genético das pimentas?
Marcos Vinicius Oliveira da Silva
Bom dia. Depende dos objetivos do programa. É possível identificar genótipos que absorvem mais determinados nutrientes de interesse do programa. Claro, outras características seriam avaliadas também, como resistência a doenças, aparência dos frutos, etc.
Carlos Roberto Ribeiro Matos
Ok Marcos
Sua resposta mostra ainda mais a importância de seu trabalho. É bom você frisar estes detalhes em seus trabalhos futuros.
Parabéns!
Carlos Roberto Ribeiro Matos
Na literatura há relação de teores de capsaicina e outros capsinóides com a composição mineral?
Há relação com outros metabólitos?
Vocês pretendem realizar este tipo de estudo futuramente?
Marcos Vinicius Oliveira da Silva
Não identificamos essa correlação na literatura. Avaliar se há essa correlação era um dos objetivos do trabalho, porém não foi possível fazer as análises dos metabólitos por alguns problemas que surgiram. Porém, ainda temos amostras congeladas, e pretendemos dar sequência nessa linha.
Carlos Roberto Ribeiro Matos
Legal Marcos,
Desejo sucesso em sua pesquisa.
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Marcos Vinicius Oliveira da Silva
Boa noite, obrigado pelo retorno. Foi um erro de digitação, na verdade é mg/kg.
Carlos Roberto Ribeiro Matos
O teor ferro mesmo corrigido para mg.Kg-1 é bastante alto. Este resultado é coerente?