Enxertia de Plathymenia reticulata Benth.

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Iniciação Científica-Poster
  • Eixo temático: 1.4 UENF - Ciências Agrárias
  • Palavras chaves: produção de mudas; Resgate vegetativo; Vinhático;
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
  • 2 Universidade Estadual do Norte Fluminense
  • 3 UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Enxertia de Plathymenia reticulata Benth.

Yara Pereira Gonçalves

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Resumo

Diferentes técnicas de resgate vegetativo, através da indução de brotações, foram avaliadas em
matrizes adultas de Plathymenia reticulata. As mesmas foram eficientes na emissão de
brotações, entretanto a multiplicação dos materiais via estaquia foi inviabilizada por não haver
enraizamento dos propágulos. Neste sentido, a enxertia pode ser viável, uma vez que consiste
na união de tecidos cambiais (enxerto e porta-enxerto), dando origem a uma nova planta.
Entretanto, vários são os fatores que influenciam o pegamento da enxertia. Diante disso, o
trabalho objetiva verificar a viabilidade de enxertia para produção de mudas de P. reticulata, a
fim de viabilizar o seu resgate vegetativo. Para isso, foram produzidas mudas por sementes.
Aos 10 meses após a semeadura, as mudas foram submetidas às enxertias por borbulhia em
placa e minigarfagem em fenda cheia. O experimento está sendo conduzido em DBC no tempo,
a cada 40 dias, com 5 blocos de três tratamentos, contendo 1 repetição de 10 mudas por
tratamento. Para a borbulhia, uma placa foi retirada do porta-enxerto. E, em seguida, a partir de
brotações oriundas de minijardim da mesma espécie, retirou-se uma placa, de mesmo tamanho,
contendo uma gema, sendo esta inserida no porta-enxerto e fixada pelo amarrio com filme
plástico. Para minigarfagem foram utilizados minigarfos confeccionados com no mínimo 5 cm de
comprimento, contendo pelo menos duas gemas laterais, duas folhas e com a base em bisel
duplo, a partir de brotações do mesmo minijardim. Foram utilizados minigarfos com tecido mais
tenro e mais lignificado. Após o preparo do minigarfo, foi efetuado o corte da parte área do
porta-enxerto e, em seguida, foi feito o corte central para introdução do minigarfo. Em seguida,
os conjuntos enxerto/porta-enxerto foram encaminhados para câmara de nebulização onde
permaneceram pelo tempo necessário até a emissão das brotações, eliminando-se
constantemente as rebrotas do porta-enxerto. Foram realizadas, até o momento, 20 enxertias
por borbulhia e 40 por minigarfagem (enxerto tenro e lignificado). Não houve pegamento nas
enxertias por borbulhia, sendo interrompida a continuidade das repetições no tempo. Para a
minigarfagem, foram observados 5% no primeiro bloco e 20% no segundo, a técnica se mostra
promissora com minigarfos mais lignificados. O estudo está em andamento e serão feitas novas
enxertias para obtenção do resultado final. Conforme os resultados obtidos serão iniciados
testes com brotações de árvores adultas.

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