Eficiência fotossintética, crescimento e produtividade do lúpulo em dois tipos de cobertura e dois sistemas de cultivo em Campos dos Goytacazes/RJ

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Iniciação Científica-Oral
  • Eixo temático: 1.4 UENF - Ciências Agrárias
  • Palavras chaves: Humulus lupulus L; ecofisiologia vegetal; cultivo de lúpulo;
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Eficiência fotossintética, crescimento e produtividade do lúpulo em dois tipos de cobertura e dois sistemas de cultivo em Campos dos Goytacazes/RJ

Rosana Maria dos Santos Nani de Miranda

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Resumo

O lúpulo (Humulus lupulus L.) pertence à ordem Rosales, família Cannabaceae, e é do gênero Humulus. Esta espécie é trepadeira, herbácea, dioica, perene, possui ramos principais crescendo até 9 metros, e com ciclo de 4 a 5 meses. Mundialmente, as flores femininas (cones) possuem uma importância econômica para a indústria cervejeira, e a classificação do produto é determinada em lúpulos de amargor, aromáticos, ou com dupla aptidão. Embora seja originária do Hemisfério Norte, a espécie possui uma ampla faixa de adaptação climática. Desta maneira, o objetivo desta pesquisa é estudar, durante os meses de julho a janeiro, na região norte fluminense (cidade de Campos dos Goytacazes), a capacidade fotossintética, o crescimento e produção do lúpulo. Para tanto, o delineamento foi feito em parcelas subdivididas, em fatorial 2x2x2, 2 sistemas de cultivo (horizontal e vertical), 2 tipos de cobertura [sem (SM) e com o uso do mulching branco (CM)], 2 genótipos (amargor e aromático), e distribuído em 4 blocos. O transplantio das mudas clonais produzidas em casa de vegetação ocorreu um mês após o início do inverno (as condições climáticas corresponderam à época do surgimento das brotações em regiões produtoras tradicionais). Após, o transplantio foi feito em vasos de 35L, em condição de campo, em um solo irrigado e fertilizado, e espaçamento de 3 x 1 m. As avaliações da eficiência fotoquímica (o índice de cor verde das folhas (índice SPAD), a emissão da fluorescência, e a propriedade espectral da folha), bem como as trocas gasosas, e as avaliações de crescimento, como número de folha (NFo), altura (h) e comprimento da nervura central (CNC), estão em fase inicial de coletas. A avaliação da produtividade, por meio da contagem do número e peso das flores maduras, será feita no final da primavera de 2020. Assim sendo, com o conhecimento associado a ecofisiologia do lúpulo no norte fluminense, espera-se obter a indicação inicial de um, ou dois genótipos de lúpulo, com potencial de produção, e, desta maneira, contribuir para criar alternativas de cultivo de outras espécies, o que pode gerar mais pesquisas, emprego e renda para região norte/noroeste do estado do Rio de Janeiro.

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