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Este trabalho explora como os imaginários Inteligência Artificial influenciam sua percepção e adoção em ambientes de trabalho. Argumenta-se que, no âmbito discursivo, as menções à IA feitas por empresas de comunicação operam como estratégias de valorização simbólica e construção de status. Pretende-se compreender como a IA é enunciada, performada e simbolicamente mobilizada e não necessariamente como é utilizada. Para tanto, aplica-se a análise de discurso de Foucault e referências como Gomes e Fontenelle para investigar os impactos desses imaginários na dinâmica de trabalho e na aparente colaboração humano-máquina em três empresas de comunicação, que exemplificam essa construção discursiva e apresentam a IA como geradora de resultados e fonte de criatividade e inovação, o que reforça uma ideologia que opera por trás das ações, como encontramos em Bakhtin e contribui para moldar a construção da compreensão de tal tecnologia no mundo do trabalho.
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