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A hipertensão arterial sistêmica (HAS) na gestação é uma das principais complicações obstétricas, sendo responsável por desfechos adversos tanto para a mãe quanto para o bebê. Nesse sentido, o diagnóstico e o tratamento da hipertensão gestacional exigem a atuação conjunta de diferentes especialistas, como obstetras, cardiologistas e, em alguns casos, neonatologistas. Os objetivos são: analisar as publicações científicas sobre complicações maternas e neonatais associadas à hipertensão gestacional e outros distúrbios hipertensivos da gestação, com ênfase nos antecedentes clínicos maternos, especialmente comorbidades pré-existentes e fatores de risco maternos, e suas relações com desfechos adversos, tais como pré-eclâmpsia, eclâmpsia, síndrome HELLP, restrição de crescimento intrauterino, prematuridade e natimortalidade. Tratou-se de uma revisão integrativa de estudos quantitativos (2020–2025), seguindo etapas de seleção, inclusão/exclusão, extração de dados, triagem pelo Rayyan, análise descritiva e interpretação ética dos resultados. Os resultados evidenciam que gestantes com hipertensão crônica, gestacional ou pré-eclâmpsia apresentam maior risco de complicações maternas graves, incluindo pré-eclâmpsia, eclâmpsia, disfunção renal, eventos cardiovasculares e mortalidade. Neonatos dessas gestantes apresentam prematuridade, baixo peso, restrição de crescimento intrauterino, natimortalidade e necessidade de UTI neonatal. Estudos internacionais demonstram que prematuridade precoce ou tardia aumenta morbidade respiratória, metabólica e neurocognitiva. Diferenças entre países refletem variações na infraestrutura de saúde, sendo mais severos os desfechos em regiões de baixa renda. O manejo precoce, acompanhamento rigoroso e prevenção multidisciplinar são essenciais para reduzir morbimortalidade materna e neonatal. Hipertensão gestacional e distúrbios hipertensivos aumentam morbimortalidade materna e neonatal, exigindo diagnóstico precoce, manejo multiprofissional e protocolos clínicos para prevenir desfechos adversos.
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