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Campomanesia pubescens é uma espécie frutífera brasileira, nativa do bioma Cerrado, que produz a gabiroba, fruto muito apreciado por seu apelo nutricional, funcional e sensorial, mas pouco explorado cientificamente. O objetivo deste trabalho foi estudar as enzimas envolvidas no fluxo de carbono, associando-as ao acúmulo de açúcares e ácidos, durante o desenvolvimento da gabiroba. Os frutos foram colhidos a cada 9 dias, durante 63 dias após antese (DAA) e submetidos a análise proteômica, de açúcares e acidez titulável (AT). Isoformas de hexoquinase (HXK), sacarose sintase (SS), frutose 1,6 bifosfato aldolase (FBA), gliceraldeído 3 fosfato desidrogenase (GAPDH), fosfoglicerato quinase (PGK), enolase (ENN), citrato sintase (CS) e malato desidrogenase (MDH) foram identificadas. HXK foi observada em maior abundância no início do desenvolvimento. Aumento de 70 vezes na atividade da SS foi constatado dos 18 aos 45 DAA. FBA, PGK e ENN foram encontradas em maior abundância a partir dos 36 DAA, data correspondente ao início do climatério e intensificação do acúmulo de açúcares, enquanto GAPDH foi encontrada em maior abundância nos primeiros estádios do desenvolvimento. Picos de CS e MDH foram observados aos 27 DAA, data correspondente a alta taxa de crescimento e demanda energética e ao pico de AT. Um segundo pico de MDH foi observado aos 45 DAA. Pela primeira vez, a gabiroba foi estudada sob a perspectiva proteômica. Os resultados permitem sugerir que o fluxo de carbono glicolítico/gliconeogênico é coordenado por isoformas de diferentes enzimas, responsáveis pelo metabolismo de açúcares e ácidos orgânicos, durante o desenvolvimento da gabiroba.
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