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O Vale do São Francisco destaca-se como a principal região produtora e exportadora de manga do Brasil, com aproximadamente 55 mil hectares, correspondendo a cerca de 64% da produção nacional, sendo aproximadamente 14% dessa produção destinada à exportação. Nesse contexto, a redução de perdas pós-colheita é fundamental para manter a qualidade e a competitividade da manga no mercado internacional. Objetivou-se caracterizar os principais defeitos fisiológicos, patológicos e mecânicos observados em mangas ‘Keitt’, provenientes de uma área comercial do Vale do São Francisco destinada à exportação para o mercado europeu, utilizando o refugo como fonte de informação para prevenção e melhoria do padrão de exportação. Em agosto de 2026, foram avaliadas qualitativamente 100 unidades de frutos descartados durante o processo de seleção e embalagem em packing house, classificando-se os defeitos conforme sua provável origem e ocorrência. Foi realizada análise descritiva dos dados, considerando frequência absoluta e relativa (%) dos defeitos observados. Os resultados evidenciaram predominância de problemas associados ao manejo pré-colheita e às operações de beneficiamento. Ataques de ácaros e tripes representaram 24% dos frutos avaliados, seguidos por danos mecânicos (16%), podridões (10%), irritação nas lenticelas (9%), escoramento (8%), maturação avançada (7%), queimadura de sol (6%), deformação (4%), fitotoxicidade (3%) e queima por látex (3%), enquanto outros defeitos corresponderam a 10%. A identificação sistemática das causas possibilita direcionar ações corretivas e preventivas, contribuindo para reduzir a reincidência dos defeitos, aumentar o aproveitamento dos frutos e elevar o volume exportável.
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