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A antracnose constitui uma importante doença pós-colheita de frutos, podendo ocasionar perdas durante o armazenamento e a comercialização. Essa doença está associada ao gênero Colletotrichum, ao qual apresenta capacidade de infectar diferentes hospedeiros. Nesse contexto, torna-se relevante avaliar o potencial de desenvolvimento desses patógenos em frutos comercializados. Dessa forma, objetivou-se avaliar o desenvolvimento de isolados de Colletotrichum siamense em frutos de macieira. Foram utilizadas maçãs submetidas à inoculação com dois isolados identificados e caracterizados de C. siamense isolados de mangas oriundas de Janaúba-MG (15 SV) e do Projeto Jaíba-MG (8 SV), além da testemunha, e avaliados quanto ao indice de velocidade de crescimento micelial (IVCM, cm.dia-1) e área da lesão (cm2). Após a inoculação, os frutos foram mantidos a 23°C ± 2°C e avaliados quanto ao desenvolvimento da lesão. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com três tratamentos e quatro repetições. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Houve diferença significativa entre os tratamentos para o IVCM e a área da lesão. O isolado 8 SV apresentou maior IVCM, com 0,63 cm.dia-1, enquanto o 15 SV apresentou 0,35 cm.dia-1. Para a área da lesão, o 8 SV apresentou 12,05 cm2 e o 15 SV, 3,72 cm2, enquanto a testemunha não apresentou lesões. Conclui-se que os isolados de C. siamense foram capazes de se desenvolver nos frutos de maçã, destacando-se o isolado 8 SV pelo maior potencial de crescimento e desenvolvimento de lesões.
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