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A governança global da ciência sobre perdas e desperdícios de alimentos em frutas e hortaliças é estruturada por profundas assimetrias epistemológicas e fragmentação das redes de colaboração. Para investigar o fenômeno da "topologia do isolamento" na produção científica global desse campo, realizou-se uma revisão sistemática sob as diretrizes PRISMA (199 publicações), avaliadas pelos critérios do Joanna Briggs Institute. A análise da série temporal (1978–2025) por regressão binomial negativa provou um crescimento exponencial de 22,1% ao ano nas publicações. Geograficamente (n=208), observou-se alta concentração da produção científica, com o Brasil emergindo como líder global (9,13% do total), seguido por EUA, Etiópia e África do Sul. No plano relacional, que mapeia quem publica, a rede de coautoria institucional global, envolvendo 469 instituições e 700 laços, revelou uma estrutura esparsa (densidade de 0,638%) e altamente agrupada (coeficiente de clusterização de 0,929), porém fragmentada em comunidades isoladas (modularidade de 0,917). A análise de palavras-chave revelou como essa comunidade se comunica, evidenciando forte assimetria semântica pela dominância do termo 'food waste' (N=70) sobre 'food loss' (N=19) no escopo geral. Conclui-se que a governança do conhecimento em pós-colheita expande-se aceleradamente, mas exibe isolamento geográfico, fragmentação de rede e viés semântico associado ao desperdício. Essa desconexão entre as instituições produtoras e a terminologia aplicada prejudica a cooperação científica e a mitigação coordenada de perdas e desperdícios físicos nas cadeias do Sul Global.
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