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O armazenamento de maçãs ‘Fuji’ em atmosfera controlada (AC) é amplamente utilizado para prolongar a conservação dos frutos, reduzindo o metabolismo e retardando o amadurecimento. Entretanto, perdas qualitativas ainda podem ocorrer durante armazenamentos prolongados, tornando necessário o emprego de tecnologias complementares, como o 1-metilciclopropeno (1-MCP) e o óxido nítrico (NO). O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de diferentes doses de NO, aplicadas no início e no final do armazenamento, sobre a qualidade de maçãs ‘Fuji Suprema’, comparando-as ao 1-MCP. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado (5×5). Os tratamentos foram: controle, 1-MCP (1,0 µL.L⁻¹) e NO (2, 5 e 10 µL.L⁻¹). Os frutos permaneceram armazenados por oito meses em AC (0,8 kPa O₂ e <0,5 kPa CO₂), a 1°C e 92% UR. Na saída da câmara foram avaliados cor da epiderme, incidência de podridões, escaldadura, rachadura e taxas respiratória e de produção de etileno. Após 7 dias em condições ambiente, também foram avaliados firmeza de polpa, acidez titulável, sólidos solúveis e distúrbios internos. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p<0,05). A aplicação de 2 µL.L⁻¹ de NO proporcionou melhor manutenção da coloração da epiderme. O 1-MCP reduziu a produção de etileno, apresentou menores taxas respiratórias e menor incidência de escaldadura. As demais variáveis não diferiram entre os tratamentos. Conclui-se que o NO (2 µL.L-1) reduz o amarelecimento dos frutos, mas não substitui o 1-MCP sobre o metabolismo e incidência de escaldadura em maçãs ‘Fuji Suprema’ armazenadas em AC.
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