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As cultivares híbridas brasileiras constituem alternativas relevantes para a diversificação da viticultura, por reunirem adaptação, potencial produtivo e características favoráveis à elaboração de derivados. Objetivou-se avaliar os teores de flavonoides, compostos fenólicos e a atividade antioxidante da casca e da polpa de uvas de três cultivares híbridas cultivadas em Jundiaí, SP. Foram avaliadas ‘BRS Lorena’ (‘Malvasia Bianca’ × ‘Seyval’), ‘IAC 116-31 Rainha’ (‘Seibel 7053’ × ‘Burgunder Kastenholtz’) e ‘IAC 21-14 Madalena’ (‘Seibel 11342’ × ‘Moscatel de Canelli’), enxertadas sobre ‘IAC 766 Campinas’ e conduzidas em espaldeira. O delineamento foi em blocos casualizados, com três tratamentos e cinco blocos. Após a colheita, casca e polpa foram analisadas quanto aos flavonoides, compostos fenólicos totais e atividade antioxidante pelos métodos DPPH e FRAP. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste Tukey a 5%. Houve efeito de cultivar para flavonoides e compostos fenólicos da casca e da polpa, além de DPPH e FRAP da casca. ‘IAC 21-14 Madalena’ apresentou os maiores teores de flavonoides e compostos fenólicos na casca, com 4,928 e 89,01 mg 100 g⁻¹, respectivamente. ‘IAC 116-31 Rainha’ apresentou maior teor de flavonoides na polpa e maior DPPH na casca, enquanto ‘BRS Lorena’ apresentou maior teor de compostos fenólicos na polpa e maior FRAP na casca. Não houve diferença entre cultivares para DPPH e FRAP da polpa. Conclui-se que a constituição genética das cultivares híbridas influencia a distribuição dos compostos bioativos, destacando seu potencial para diversificação e valorização da vitivinicultura brasileira.
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