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Embora Capsicum chinense seja amplamente cultivada no Brasil por sua adaptação ao clima
tropical, ainda predomina o cultivo de variedades de polinização aberta, sendo ‘Maria Bonita’ o
único híbrido comercial disponível no país. Programas de melhoramento buscam desenvolver
novos híbridos que, além das vantagens da heterose, apresentem frutos de melhor qualidade visual
e maior potencial bioativo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a cor instrumental e os teores de
carotenoides e compostos fenólicos de onze híbridos de C. chinense em comparação a ´Maria
Bonita`. As mudas foram produzidas em bandejas com substrato comercial e transplantadas para
vasos de 11 L contendo fibra de coco, em ambiente protegido. O experimento foi conduzido em
delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições de quatro plantas. As análises foram
realizadas em doze frutos por parcela, colhidos no ponto de maturação comercial. Não houve
diferença significativa entre os materiais quanto ao teor de compostos fenólicos totais (59,67 mg
EAG 100 g⁻¹). O híbrido ‘Maria Bonita’ apresentou cromaticidade superior (C) aos demais,
indicando frutos de coloração mais intensa. Os híbridos 104 e 109 apresentaram os maiores teores
de carotenoides e os menores valores de ângulo hue (h°), indicando frutos de tonalidade mais
vermelha. Quanto à luminosidade (L*), ‘Maria Bonita’ e outros seis híbridos apresentaram os
maiores valores, caracterizando frutos mais claros e brilhantes, estando estes no grupo de maior h°,
portanto, mais distantes da tonalidade vermelha. Os híbridos 104 e 109 evidenciam, portanto,
potencial para lançamento comercial como variedades com elevada qualidade visual aliada ao
potencial funcional.
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