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Como plantas alimentícias não convencionais (PANC), as flores de hibisco possuem elevada perecibilidade pós-colheita, exigindo tecnologias para conservação. Objetivou-se avaliar a estabilidade cromática de hibisco refrigerado (4 oC) submetido em condições de atmosfera modificada passiva. O experimento utilizou delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos: T1 (atmosfera modificada sem microperfurações), T2 (controle, sem filme) e T3 (atmosfera modificada microperfurada), avaliados aos 0 e 4 dias de armazenamento, em triplicata (9 leituras/amostra). Determinou-se em colorímetro CIELab a luminosidade (L*), cromaticidade a*, b*, croma (C*), ângulo hue (ho) e o índice de cor (IC). No dia 0, os frutos apresentaram L* médio de 34,05, a* de 57,29, b* de 36,09, C* de 68,98 e ho de 31,35. Aos 4 dias, observou-se acentuada degradação pigmentar: o croma caiu para média de 33,91 e a coordenada b* reduziu acentuadamente para 7,92, evidenciando perda da tonalidade amarela. O parâmetro a* diminuiu para 33,01, indicando atenuação do tom vermelho-rubi original. O tratamento controle T2 apresentou maior L* (36,88) e maior variação angular (ho = 12,86o), refletindo maior desidratação e oxidação superficial. O IC aumentou no quarto dia, variando de 5,18 (T3) a 5,66 (T1). O tratamento T1 promoveu menor variação em L* (34,07) em relação ao tempo inicial, preservando melhor a densidade cromaticidade do cálice. Conclui-se que o armazenamento por quatro dias causa degradação expressiva nos pigmentos de hibisco, contudo o uso de atmosfera modificada sem microperfurações (T1) a 8 Co atenua o escurecimento e minimiza as alterações cromáticas na pós-colheita.
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