Os olhares da Língua de Sinais: Brasil e Moçambique
Este trabalho é resultado de um intercâmbio educacional realizado entre Brasil e Moçambique. Considerando a necessidade de dar seguimento aos estudos iniciados no segundo semestre de 2014, foi realizada uma visita a Moçambique por uma equipe formada por duas professoras vinculadas ao Departamento de Ciências Humanas e Educação da Universidade Federal de São Carlos. A equipe, formada por 13 professores-pesquisadores no total, foi estruturada para oferecer diferentes oficinas e cursos gratuitos sobre a Educação Especial/Inclusiva. O registro feito neste artigo tem como objetivo demonstrar a importância do conhecimento das duas línguas de sinais: a Língua Brasileira de Sinais e a Língua de Sinais de Moçambique. Utilizou-se, para isso, a metodologia qualitativa para o desenvolvimento de atividades conjuntas: entrevistas, relatórios, imagens, gravações, treinamento e intercâmbio de pessoal. O resultado foi uma reflexão sobre os surdos moçambicanos, como eles aprendem a Língua de Sinais de Moçambique se não dominam a língua oficial do seu país, que é a Língua Portuguesa – caso parecido com o vivenciado pelos surdos brasileiros ao aprenderem a Língua Brasileira de Sinais. Ressalta-se ainda a relevância proporcionada pela troca de experiências com os alunos da universidade e com os professores da rede pública a respeito da realidade da Educação Especial/Inclusiva nesses países.