O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E AS IMPLICAÇÕES DA PRÁTICA PEDAGÓGICA EM SALA DE RECUPERAÇÃO INTENSIVA
Este estudo fundamenta-se na matriz teórica histórico-cultural do desenvolvimento humano e tem como objetivo analisar as relações que possibilitam o desenvolvimento da linguagem escrita de crianças que apresentam dificuldades no processo de alfabetização, levando-se em conta as interações com a professora e com seus pares em atividades de leitura e escrita, bem como buscar indícios das possibilidades de aprendizagem da linguagem escrita de alunos do 3º ano do Ensino Fundamental de uma sala de recuperação intensiva que chegam a essa etapa escolar sem ainda estarem alfabetizados. A lei que rege a educação brasileira garante o direito às crianças de frequentarem tal sala, porém a falta de uma teoria que consiga atender as expectativas de avanços desses alunos acaba sendo o entrave de todo o processo. O estudo foi realizado em uma sala de recuperação intensiva, com 15 alunos, com idade entre 8 e 9 anos, de uma escola estadual da periferia de uma cidade do interior do Estado de São Paulo. A construção de dados ocorreu por meio de observação das aulas de língua portuguesa, registros em diário de campo e filmagens de atividades de classe. A busca pela superação da dificuldade encontrada no processo de alfabetização não corresponde a real necessidade dos alunos. Os avanços dos alunos são imperceptíveis e uma ação direcionada para as reais necessidades dos alunos se faz necessária.