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Libras x Implante Coclear na Educação de Surdos: Discussão e Resultados

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Os adventos tecnológicos na modernidade têm propiciado significativas mudanças no modo de vivenciar a surdez. Um exemplo disso é o implante coclear, tecnologia assistiva eventualmente adotada para pessoas com surdez severa ou profunda, que não conseguem resultados eficazes através do aparelho de amplificação sonora individual (AASI). Com a possibilidade de ter acesso às sensações auditivas e poder oralizar, expandiram-se as formas de se comunicar dos surdos, gerando boas expectativas, mas também conflitos dentro das comunidades surdas. No entanto, a perspectiva de incompatibilidade entre o implante coclear e a língua de sinais vem perdendo força. A pesquisa aqui apresentada teve como objetivo discutir a relação entre o implante coclear e a língua de sinais e suas implicações na educação de surdos. Traz em suas referências autores como Brazorotto, Dorziat, Kelman, Lacerda, Queiroz, dentre outros. A metodologia adotada foi a pesquisa-ação, sendo realizada em um instituto especializado em surdez, na cidade de Belém-PA. Resultados apontaram para o fato de que decidir pelo implante coclear não significa ter que neutralizar o uso da língua de sinais e que, ao contrário do que se pensava, traz vantagens para esses sujeitos porque têm a possibilidade de serem bilíngues e biculturais, aperfeiçoando seus instrumentos para a aprendizagem escolar. A relevância dessa pesquisa para a educação escolar está no fato de ajudar pais e professores na compreensão do aprendizado em médio prazo, mas progressivo da oralidade das crianças surdas que se submetem ao implante coclear, trazendo à tona discursos muitas vezes, ocultos, mas também estratégias educacionais multimodais, para serem utilizadas nas salas de recursos, e também na vida cotidiana.