ENSINO DE INGLÊS PARA SURDOS: REVISÃO SISTEMÁTICA
A educação de surdos no Brasil está em um cenário pouco claro no que diz respeito a documentos que definem os conceitos de educação inclusiva e educação bilíngue. Enquanto o Decreto 5.626/05 define a educação bilíngue como modelo de ensino que considera as especificidades linguístico-culturais do aluno surdo ao não desvalorizar a Libras como sua primeira língua, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva define-a como a mera inserção de duas línguas em sala de aula. Nesse sentido, é preciso garantir ao aluno surdo, além da valorização da Libras como sua primeira língua e do ensino da modalidade escrita da língua portuguesa, o ensino do inglês como sua língua estrangeira. Nesse contexto se insere este estudo, que buscou analisar a produção científica sobre o ensino de inglês como língua estrangeira para surdos no que diz respeito a como este tem sido pensado, bem como os métodos utilizados. Para atingir o objetivo, optou-se pelo método revisão sistemática, Constatou-se, nos estudos analisados, que a primeira língua do surdo não tem sido considerada nos métodos utilizados no processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa a esses alunos, desconsiderando-se sua cultura e identidade.