DEFICIÊNCIA MOTORA E O CORPO CULTURAL
Introdução. O conceito deficiência tem sido reinterpretado, ao longo do séc. XXI, acompanhando mudanças e conquistas culturais alcançadas no âmbito da inclusão social. Estudos voltados para o desenvolvimento cultural colocam uma nova questão a ser pensada a partir da condição dialética estabelecida entre o corpo orgânico anormal e o corpo cultural. Objetivo. A pesquisa teve como objetivo estudar as influências culturais, de uma sociedade, na inclusão da pessoa com deficiência motora. Metodologia. A investigação teórica e qualitativa é a metodologia que melhor atende as nossas inquietações. Resultado. O corpo na deficiência motora trás uma vivência do movimento, atípico e bizarro, revelando uma trajetória de vida marcada pela dificuldade de locomoção, coordenação e privação da realidade, mas, o conceito corporeidade veio para reinserir valores e práticas de atuação e conduta para com o corpo deficiente. No entanto, uma ordem médico/científica ainda destina fortemente uma visão mais terapêutica e orgânica do que cultural sobre a deficiência motora. Conclusões. A dissociação desta unidade corpo cultural/ corpo orgânico anormal cria uma classificação funcional da deficiência que leva em conta o grau de severidade das limitações impostas pelas desordens motoras, em contraposição as capacidades necessárias para a realização de tarefas em um determinado ambiente.
Palavras-Chaves: Deficiência motora, corpo orgânico, corpo cultural.