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BREVES REFLEXÕES HISTÓRICO-IDEOLÓGICAS SOBRE TESTES DE INTELIGÊNCIA COMO INDICADORES DE COMPETÊNCIAS COGNITIVAS EM SALAS HETEROGÊNEAS

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Este trabalho apresenta reflexões sobre o papel e/ou relevância da avaliação de inteligência no âmbito de programas de atendimento educacional especializado. Valendo-se de uma breve revisão historiográfica sobre a evolução dos testes de inteligência atuais, obteve-se elementos que apontam que a inteligência é um conceito vago de difícil definição, fortemente influenciada pelo senso comum e tema tanto de debates científicos quanto ideológicos. Os profissionais que desenvolveram os primeiros testes de inteligência não sabiam defini-la e, neste ponto não há muito progresso desde então. Em um nível muito geral, os especialistas concordam que ela cumpre uma função de adaptação ao meio. As perguntas surgem tão logo se evocam os processos que a constituem. Ela é inata ou é construída? Existe uma inteligência ou várias inteligências? É possível medir a inteligência? Se sim, como e por quê? A guisa de conclusão, estas questões levam a reflexões que apontam que, independentemente da inteligência ser uni ou multidisciplinar; inata ou construída, as práticas pedagógicas especiais precisam dar-lhe elementos que a permitam desenvolver-se até os limites da sua capacidade; pois a avaliação do que o aluno pode fazer é mais importante que o diagnóstico do que ele está fazendo atualmente; e seja qual for a abordagem ou quadro teórico, a escola é lugar de vivência e convivência, onde as crianças adquirem conhecimento e desenvolvem habilidades que contribuem para a formação de sua personalidade.